segunda-feira, 23 de julho de 2012

Enxergar o OUTRO... É quase uma arte!


No cotidiano, constantemente me deparo com a expressão: "Nossa, aqui me sinto como se estivesse em casa." Na escola é recorrente: "Somos como uma família." Sempre me questiono sobre a positividade dessas expressões no ambiente de trabalho...
Acredito que é impossível segmentar o ser humano para adequar-se aos ambientes, haja vista que uma das características marcantes do HUMANO é a subjetividade. No entanto, as relações interpessoais, apesar de permeadas pela subjetividade individual, exigem monitoramento constante daquilo que se fala, da forma como olha e até o sorriso.
Percebo que quando um grupo estabelece uma relação na qual os indivíduos se sentem seguros, como se fossem uma "família", essa segurança gera um descompromisso com os cuidados necessários no estabelecimento e manutenção das relações entre os sujeitos. Ocasionando desconforto, conflitos, solidão e até desrespeito ao OUTRO.
Vivenciamos hoje, uma pluralidade de valores que refletem a sociedade individualista e consumista; vivemos o tempo do TER. De forma vigorosa, nos perdemos pelo caminho em busca de objetivos que já não preenchem nossas expectativas. Aliás, já não conseguimos tempo para pensar em quais são essas expectativas. Raramente conseguimos perceber onde queremos chegar. Se enxergar minhas expectativas já é complicado, imagina a complicação que é enxergar as expectativas do OUTRO. Enxergar o OUTRO como companheiro de jornada, exige respeito, capacidade de ouvir e a habilidade em estabelecer a comunicação com diálogo ético e valoroso.
A eloquência do discurso eleva a alma ao positivismo ou ao negativismo, pois carregados da subjetividade, cada componente de um grupo de trabalho recebe a mensagem transmitida e interage com ela a partir da sua história de vida. Algumas histórias passadas em gaiolas; outras, em voos livres de exploração e descobertas... Mas na essência, o que todos buscam é a realização pessoal que alguns denominam de felicidade. 

Um comentário:

  1. Olá Camargo!
    Que belo texto! “Enxergar o outro é quase uma arte” e muitas vezes o que enxergamos de nós são apenas reflexos, a rotina absorve o tempo e a essência de cada um. É respirar, se respeitar e respeitar o outro. [sorrio]
    Tenha uma excelente terça-feira!
    Parabéns pelo blog e pela postagem! Prazer estar aqui! Com tempo, venha rir e chorar com DOROTÉIA, a passiva fumante. º~º http://jefhcardoso.blogspot.com
    Abraço!

    “Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jeferson Cardoso)

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