Pensei inicialmente em responder ao comentário, mas, esse trecho me inquietou...
Somos todos culpados, portanto, não existe UM culpado pela situação existente no contexto escolar com relação as transferências de responsabilidades impostas à escola. Transferência que a sociedade globalizada nos impõe. É recorrente assistir aos noticiários locais e nacionais, a fala: - É preciso desenvolver um projeto para que a escola promova essa educação.
Acontece um acidente no trânsito... educação do trânsito deve ser inserida no currículo escolar! Aumentam o número de jovens usuários de drogas... A prevenção ao uso de drogas deve ser inserida no currículo escolar! Existe homofobia... O currículo escolar precisa ser revisto, pois o combate a todo tipo de discriminação e o respeito as diferenças deve compor os eixos norteadores do projeto pedagógico. E assim vai... Em nenhum momento me oponho a importância destes e outros aspectos relevantes no contexto social, mas, percebo que a escola fica como um ioiô. Quase que mensalmente, as orientações curriculares recebem novas perspectivas. Faz parte das mudanças e transformações necessárias ao cumprimento do seu papel ou função social.
O que trás indignação é saber que tudo e todos apontam alternativas cotidianamente e como retorno, professores e demais trabalhadores continuam desempenhando seu papel em condições mínimas de trabalho. Me lembrei agora que para termos um filtro com água na sala dos professores, foi necessário "vaquinha", para tomar café, precisamos contribuir mensalmente...
Fato é que, culpados somos todos nós e o ELO entre escola e família, está lá todos os dias: Nosso aluno!
Outro dia conversando com representantes de uma família na escola, ouvi a seguinte expressão: - "O problema é que tudo está mudado e a escola continua esperando que a família mude. As famílias já mudaram e a escola continua a mesma." Não cabe aqui a valoração dessa mudança familiar, mas é fato. A mudança já aconteceu... Pai, Mãe, Família... Nós continuamos esperando que as famílias sejam participativas, responsáveis e principalmente uma referência para a educação das nossas crianças.
SOCORRO! Precisamos acordar!!! Onde está o ELO? Esperando que a escola e a família se resolvam e cada um assuma aquilo que lhe compete? Onde está o ELO? Esperando, esperando, esperando... Até quando?
Até percebermos que nosso ofício conta apenas com uma ferramenta de trabalho: O ELO!
O que fazer com esse ELO? Vou pensar...