As teorias
pedagógicas e psicológicas influenciaram o modo de se perceber a escola ao longo
do tempo, pontuando e valorizando a cada época, teorias de aprendizagem
fundamentadas em princípios que refletem o desenvolvimento político, social e
econômico da sociedade.
No século XX, por
exemplo, o enfoque das teorias de aprendizagem (tecnicismo) enfatizavam
componentes biomédicos: o aluno deveria estar com boa saúde para acompanhar e
apresentar um bom rendimento escolar. Qualquer dificuldade de aprendizagem que
surgia era motivo para buscar uma solução médica; a qual privilegiava o uso e
abuso de remédios e exames. A educação escolar era baseada na divisão da mente
e do corpo, com a aprendizagem voltada para critérios classificatórios.
Na escola o professor ensinava e o aluno “aprendia” o que era padronizado como
aprendizagem. Assim como os professores “ensinavam” seguindo um padrão de
docência conjugado com a sua vivência de aprendizagem transcorrida ao longo da
sua formação.
Hoje, a
escola continua cumprindo sua função social, mas evidencia dificuldades para
acompanhar as mudanças na e da sociedade e os novos paradigmas educacionais. A
escola homogênea cedeu lugar à personalização, à heterogeneidade. As diferenças
individuais, sociais e culturais passaram a compor o cenário educacional
deflagrando a necessidade de adequação e transformação no processo ensino
aprendizagem; hoje, permeado pelo respeito à diversidade de sujeitos que
constituem o contexto escolar.
Vivenciamos
na escola atual uma desconstrução necessária de paradigmas e crenças vinculadas
à escola de formação excludente. Desconstrução de posturas cristalizadas ao
longo dos anos de formação com foco na educação reprodutora e mantenedora das
relações de poder e autoritarismo; ainda pungente no meio educacional. A
educação democrática e inclusiva é o paradigma educacional que tem norteado as
diretrizes da educação pública no Brasil e em especial no Distrito Federal.
Esse paradigma de educação possibilita a convivência singular e participativa
no ambiente escolar, construindo identidades e relações humanas imbricadas de
mediação permanente dos conflitos de interesses, ideias e crenças.
Nesse cenário
de desconstrução e reconstrução das práticas pedagógicas, o Serviço
Especializado de Apoio à Aprendizagem no contexto escolar da rede pública de
ensino do Distrito Federal, caracteriza-se como um serviço técnico de apoio
pedagógico para assessoramento, acompanhamento e intervenção no processo ensino
aprendizagem da práxis pedagógica envolvendo alunos com queixas escolares,
alunos com necessidades educacionais especiais (deficiências e transtornos funcionais);
em conformidade com as Orientações Pedagógicas publicada em 2010.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe sua opinião e contribua com críticas ou complementos. Fique a vontade!